sábado, 11 de abril de 2020

Covid-19: nota do advogado-geral da União aponta para batalha no STF entre Bolsonaro e governadores

Mario Sabino volta para a Veja, mas na Europa
Por Mário Sabino

Está claro que o advogado-geral da União, André Mendonça, sentiu-se impelido pelo chefe, Jair Bolsonaro, a manifestar-se, sem citar nomes, sobre a possibilidade de João Doria vir a decretar o confinamento no estado de São Paulo, na próxima semana. O governador de São Paulo aventou essa hipótese dias atrás, visto que a quarentena não está dando o resultado esperado — menos da metade da população do estado ficou realmente em casa, quando é necessário que ao menos 70% permaneça em isolamento social, para evitar a disseminação do coronavírus que causa a Covid-19.

Como publicamos, a nota de Mendonça diz que  “como Advogado-Geral da União, defendo que qualquer medida deve ser respaldada na Constituição e capaz de garantir a ordem e a paz social. Medidas isoladas, prisões de cidadãos e restrições não fundamentadas em normas técnicas emitidas pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa abrem caminho para o abuso e o arbítrio. Por fim, medidas de restrição devem ter fins preventivos e educativos – não repressivos, autoritários ou arbitrários.”

A nota casa-se bem com o discurso de Bolsonaro. Ele se escuda no seu direito constitucional de ir e vir, é ele mesmo quem diz, para dar mau exemplo aos cidadãos, como se a Covid-19 fosse um resfriadinho, uma gripezinha. O presidente vai para a rua e estimula aglomerações, como se viu hoje em Goiás, e partidários seus fazem o mesmo — neste sábado, eles interromperam o trânsito na Avenida Paulista, para gritar que “o coronavírus não existe” e “fora Doria”. Bolsonaro e os seus sequazes criam, assim, um caldo político para que medidas restritivas tomadas por governadores, especialmente o de São Paulo, sejam vistas como ameaça, não apenas à economia, mas à democracia e às suas liberdades fundamentais. Tal é a intenção do presidente com as suas saidinhas, obviamente.

A menos que se considere Austrália, Nova Zelândia, Itália, França, Reino Unido e Estados Unidos países com regimes autoritários, é uma besteira imaginar que a democracia está ameaçada pela decretação de um confinamento que visa a preservar não apenas a vida de cada indivíduo, mas as de todos os cidadãos, em meio à calamidade pública decretada, aliás, pelo governo federal. Se a calamidade pública permite ao presidente fazer um “orçamento de guerra”, e contornar desse modo a Lei de Responsabilidade Fiscal, é evidente que também consente restringir a locomoção das pessoas na medida necessária a impedir que a epidemia se expanda para além da capacidade de atendimento do sistema de saúde. Guerra é guerra.

A estratégia de dar contornos autoritários à decretação de um confinamento em São Paulo ou qualquer outro estado brasileiro irá parar no STF, como aponta a nota do advogado-geral da União — e, no Supremo Tribunal Federal, essa estratégia não vingará, ao que tudo indica. Ministros já se manifestaram verbalmente sobre o fato de que se pode, sim, tomar medidas restritivas mais duras em prol do bem comum. E Alexandre de Moraes, na semana passada, concedeu parcialmente uma liminar na qual afirma que não compete ao Executivo anular unilateralmente as decisões dos governos estaduais que determinem restrição de atividades e circulação de pessoas no contexto da pandemia. Antes de Moraes, Marco Aurélio Mello,  sem que isso fira a Constituição Federal. Proteger a saúde das pessoas e da sociedade vai ao encontro de premissas constitucionais. Se há calamidade pública nacional, por óbvio há calamidades públicas estaduais e municipais. 

A semana que entra deverá marcar o início da batalha jurídica no STF, no caso de um governador vir a determinar o confinamento — batalha na qual está em jogo a vida de milhares de brasileiros. Os interesses políticos não podem prevalecer num momento como este, que deveria ser de união de um país prestes a ser engolido pelo coronavírus. Nesta guerra, só há um grande inimigo, e a batalha é contra ele.

Mário Sabino é jornalista e escritor. Escreve para o Antagonista.

Brasil vai enviar aviões na próxima semana à China para trazer 240 milhões de máscaras

Foto: reprodução
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que o Brasil vai enviar cerca de 20 aviões na próxima semana à China, para trazer ao País um total de 240 milhões de máscaras adquiridas no país asiático.
Com a medida, o governo brasileiro quer evitar problemas com retenção de suprimentos, como ocorreu a diversos países, que tiveram suas compras bloqueadas pelos Estados Unidos.
O Brasil também busca uma rota de voo que não passe pelo solo americano. Gabbardo já disse que três rotas são analisadas, mas se recusou a detalhar o assunto, sob o argumento de que é uma informação “reservada”. O secretário-executivo disse que o assunto tem sido tratado pelo Ministério da Infraestrutura e o Itamaraty.
O governo ainda tenta comprar respiradores mecânicos na China, apesar de ter dado início à produção nacional do equipamento. Há problemas também para a aquisição de testes da covid-19. Mais da metade dos 22,9 milhões de testes aguardados pelo governo não tem data de entrega prevista.
“Faremos dois envios de aeronaves na próxima semana até a China”, disse Gabbardo. “Devemos trazer cerca de 20 aviões lotados com máscaras.”
Estadão Conteúdo

Outras informações a qualquer momento.

Natal registra 4ª morte por coronavírus; número de óbitos no RN sobe para 14



A Secretaria de Saúde de Natal (SMS) confirmou neste sábado (11) a quarta morte causada pela Covid-19 na capital potiguar. O paciente, do sexo masculino, tinha 30 anos. Agora são 14 os óbitos causado pelo coronavírus no Rio Grande do Norte.

Com obesidade, o paciente morto neste sábado iniciou os sintomas no dia 4, buscando atendimento no dia 7, na UPA Potengi, na Zona Norte da cidade, onde foi identificado como suspeito.
Devido ao quadro clínico dele, foi regulado no mesmo dia ao Hospital Giselda Trigueiro, onde permaneceu internado.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) informou que o RN possui 289 casos confirmados da doença. Suspeitos são 2.881 e descartados 1.146.Ainda segundo a Sesap, 9 óbitos ainda estão em investigação.

Mortes

Até o momento, as mortes registradas aconteceram nos seguintes municípios:
  • Mossoró: 6 óbitos
  • Natal: 4 óbitos
  • São Gonçalo do Amarante: 1 óbito
  • Taipu: 1 óbito
  • Tenente Ananias: 1 óbito
  • Apodi: 1 óbito
  • Total: 14 óbitos
Agora RN

Prefeitura de São Paulo do Potengi solicitou do Governo do RN uma base do SAMU para nosso município

A imagem pode conter: 6 pessoas, incluindo Dailva Bezerra Bezerra, pessoas em pé
Recentemente, a então secretária municipal da Saúde de São Paulo do Potengi, Dailva Bezerra da Silva,  entregou ao Secretário da Saúde Pública do RN, Dr. Cipriano Maia, um documento solicitando com urgência, a instalação de uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, em nosso município.  O pedido reforça  uma solicitação feita anteriormente pelo prefeito Naldinho. O Secretário, segundo Dailva, garantiu que a resposta a respeito da reivindicação será dada  brevemente, com amplas chances de ser positiva.

Prefeitura coloca 6 pias na feira de São Paulo do Potengi para os feirantes lavares as mãos


 A Prefeitura de São Paulo do Potengi, através da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária, dentro da campanha de conscientização do enfrentamento contra o coronavírus, na manhã deste sábado (11), colocou 6 pias com água, sabão e papel toalha, em pontos estratégicos da feira, para que os feirantes lavassem suas mãos.  Em cada pia, duas funcionárias da Saúde orientavam a população a respeito do grande significado de se fazer a higienização de forma correta, para eliminar o vírus mortal.

Os feirantes, que também receberam máscaras, acolheram a iniciativa da gestão municipal e colaboraram com a prevenção. 

A feira semanal deste Sábado de Aleluia transcorreu de forma bastante  tranquila.

Outras informações a qualquer momento.

No Sábado Santo, apenas a mãe de Jesus acreditou que Ele ressuscitaria no Domingo de Páscoa


Por José Ibiapina

Entre a paixão e morte, na Sexta-Feira Santa, e a Ressurreição de Cristo, no Domingo de Páscoa, a Igreja vivencia o "grande silêncio", ocasionado pela ausência do rei, que está morto. [1] 


Durante este intervalo de tempo, duas realidades se oferecem à nossa meditação. A primeira é a descida de Jesus Cristo à mansão dos mortos, à cisterna sem água (Zc 9,11), onde os justos da antiga aliança o esperavam, para serem aspergidos com Seu sangue e, finalmente, libertados; a segunda é a fé inquebrantável da Virgem Maria, a única que verdadeiramente creu na Ressurreição do Seu Filho, quando todos os outros ou fugiram, ou necessitaram de comprovação para verdadeiramente crer[2]. Este artigo será focado neste segundo aspecto.

Nosso Senhor Jesus Cristo, em diversas passagens dos evangelhos, disse que, para cumprir sua missão, haveria de morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Apesar de Ele ter deixado isto claro, os apóstolos, no momento fatídico, não acreditaram. Já na Sexta-Feira Santa, antes da morte do Messias, Judas o traiu, São Pedro o negou e, dos outros dez, nove fugiram, tendo permanecido aos pés da cruz somente São João, o amado.

Durante o martírio do salvador, permaneciam com fé robusta, além de São João, as mulheres que estavam com o Cristo Crucificado: Maria mão de Jesus, Maria Madalena, Maria de Cleófas e Salomé (Jo 19:26-2, Mt 27:56 e Mc 15:40). Contudo, esta robustez não durou até o Domingo de Páscoa.

Relata-nos São Marcos (Mc 16, 1-3) que Maria Madalena, Maria de Cleófas e Salomé compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus, e se perguntavam quem retiraria a pedra do sepulcro para que pudessem perfumá-lo. Ora, se pretendiam perfumar o cadáver de Cristo, não criam efetivamente na sua ressurreição.

São João, por sua vez, em seu próprio relato do evangelho (Jo 20, 1-8), afirma que, no domingo bem cedo, Madalena e Maria de Cleófas se dirigiram ao túmulo e, ao perceberem que estava vazio, voltaram para contar o ocorrido a São Pedro e a ele. Ao ouvirem o testemunho, os dois apóstolos correram em direção ao túmulo, a fim de "ver com os próprios olhos". Ao chegarem lá, São João afirma que entrou no túmulo, viu e creu (Jo 20, 8). Ora, se creu quando viu, é porque não cria antes de ver. [3]

Diante disto, daquelas pessoas que ficaram com Cristo até o fim do martírio (os outros já o tinham abandonado antes), apenas uma não esteve presente em nenhuma das descrições bíblicas referentes à ida ao túmulo vazio ( Cf. Lc 24; Mt 28; Jo 20; Mc 16): Maria, mãe de Jesus.

Assim, com base nestes relatos, apenas Nossa Senhora não duvidou, em momento algum, que o Filho de Deus haveria de vencer a morte e ressuscitar; apenas ela não precisou ir ao túmulo para ter certeza; apenas ela creu verdadeiramente, sem a necessidade de ver.

Por esta fé inquebrantável, que persistiu ao silêncio e à agonia da ausência do filho amado, o magistério católico ensina que, no sábado santo, a Igreja de Cristo na Terra se restringiu a Maria. E é nesta fé que nos agarramos neste momento de silêncio, à espera da Páscoa daq'Ele que venceu a morte.

[1] https://padrepauloricardo.org/blog/um-grande-silencio-reina-sobre-a-terra
[2] https://padrepauloricardo.org/episodios/sabado-santo-entre-a-morte-e-a-ressurreicao?utm_content=buffer86c37&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer
[3] https://www.youtube.com/watch?v=zWkc3uXbkss

Imagens da feira de São Paulo do Potengi neste Sábado de Aleluia

A feira semanal de nossa cidade, aconteceu na manhã deste Sábado de Aleluia, com uma certa tranquilidade. Os feirantes, que hoje (11), foram em menor número,  na maioria dos casos, respeitando o distanciamento das bancas, orientado pela Prefeitura, tendo cuidado em lavar as mãos e alguns usando máscaras, apesar da equipe da Vigilância Sanitária, ter distribuído o equipamento para  todos.

São 15 os casos suspeitos do coronavírus na Região do Potengi


Os municípios listados na planilha (acima) fazem pactuação com o Hospital Regional de São Paulo do Potengi. Na soma, são 15 casos suspeitos de coronavírus e 9 descartados. 

São Paulo do Potengi com 5 é o município com mais casos suspeitos. 

Os dados são do Boletim nº 27 da Sesap atualizado até às 7h do dia 10 de abril.

O caso confirmado em São Pedro, vale dizer que a pessoa é natural daquela cidade, porém reside em Natal há vários anos.

Fonrte: Blog SPP News

sexta-feira, 10 de abril de 2020

A agonia de Jesus


Noite de lua cheia, as sombras das oliveiras milenares derramavam-se pelo chão. Jesus dirige-se com os seus discípulos até este jardim, chamado Getsêmani, após ter celebrado com eles a páscoa judaica, e instituído a Eucaristia. Ao chegar, diz: “Sentai-vos aqui, enquanto vou orar.” Em seguida, toma Pedro, Tiago e João, e afasta-se um pouco. Neste momento inicia-se toda a agonia de um Deus feito homem, que se revela nas palavras do evangelista: “e começou a ter pavor e a angustiar-se.”

 Pavor é um medo incontrolável. A palavra derivada que nos dá o sentido autêntico deste sentimento é o verbo apavorar-se. Jesus estava apavorado com a realidade que teria de enfrentar por vontade do Pai e escolha sua. Se o pavor em si desequilibra e transtorna, imagine acompanhado da angústia. A alma de Jesus encontrava-se apavorada e transtornada, angustiada diante dos acontecimentos pelos quais haveria de passar.

“Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai.” A tristeza que vai minando a alma e o espírito por dentro. Uma tristeza atroz que corrói o coração. Somente quem passa pelo vale escuro da depressão entende um pouquinho só a tristeza mortal de Jesus. Tristeza em que a solidão apresenta-se revestida de medo, e onde os fantasmas povoam a mente e os sentimentos.

“Pai, afasta de mim este cálice!” Retira de mim esta dor e este sofrimento que me esmagam – diria Jesus em outras palavras. Existe algo mais humano do que a dor? Existe expressão maior de humanidade do que o sofrimento? Apavorado e desesperançado é esta a oração proferida pelo Senhor. Mas logo cai em si. A vontade não é sua, pertence ao Pai, e ele veio para cumpri-la. Por isso, como que num ato de arrependimento, pronuncia estas palavras: “Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres.”

Duas vezes achega-se até os discípulos e os encontra dormindo. Exorta-os com amor e carinho. Na terceira vez uma ordem sem retorno brota dos seus lábios: “Levantai-vos e vamos!” Era chegada a hora. A partir daquele momento e na certeza da presença constante do Pai ao seu lado, Jesus enfrenta as limitações de sua humanidade como Deus e Senhor. A cruz foi o sinal de sua grandeza, e a morte o sinal de sua vitória. “Mas Ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.” (Isaías 53,5)

Texto de Paulo Ilarindo
https://www.facebook.com/JrIlarindo

Sexta-Feira Santa: Dia de lembrar que não existe Cristianismo sem Cruz e que a maior vitória é a salvação eterna

Ficheiro:Cristo crucificado.jpg

Breve Catequese Católica
Por José Ibiapina

Nesta Sexta-Feira Santa, mais do que nunca, recordamos a mensagem da Cruz de Cristo. Embora esteja presente desde os primórdios da Igreja, a mensagem da cruz hoje encontra-se fora de moda. Pregar a mensagem da Cruz, para alguns, pode ser considerado escândalo ou loucura, como era na época dos apóstolos (I Cor 1,23). Muitos consideram mais viável propor uma mensagem de vitórias e prosperidade: "Ore a Deus, e os teus inimigos serão esmagados" ou "Ore a Deus, e sua vitória chegará". Tal mensagem é perigosa, pois se pauta, basicamente, em passagens do Antigo Testamento, escritas num contexto em que o então povo de Deus travava batalhas contra nações pagãs. É preciso saber que o Antigo Testamento é apenas sombra do Novo. O Novo Testamento, sim, com a vinda do Filho de Deus, traz a plenitude da Boa-Nova, cumprindo e aperfeiçoando a mensagem da Antiga Aliança. Jesus e, por consequência, o Novo Testamento, é que deve ser a chave interpretativa para o Antigo.

Dito isto, algumas passagens que prometiam a "vitória" no Antigo Testamento perderam um pouco o sentido, uma vez que, na Nova Aliança, o contexto muda: nosso maior inimigo não são as nações pagãs, mas o pecado, que pode nos privar da Salvação. Nossa maior benção não são as vitórias materiais, mas a vitória já conquistada por Cristo contra a morte. 

É preciso saber que Jesus não nos prometeu conquistas físicas ou materiais; ao contrário, nos alertou que no mundo teríamos aflições (Jo 16,36). É preciso saber que ele nos ama, e tal amor é representado em sua plenitude na Cruz de Cristo, que nos permite a salvação. Ele nos ama, e por isso nos alerta que as vitórias e as bençãos espirituais são maiores do que as bençãos físicas ou materiais. Prova disso é que quase todos os apóstolos foram torturados e mortos violentamente, o que evidentemente teve a permissão divina. Quem ousaria dizer que, mesmo assim, eles não eram abençoados e queridos por Deus?

Com efeito, não há amor maior do que dar a vida por outra pessoa (Jo 15:13) e, pela própria morte, permitir a salvação a um pecador que não a merece. Por isso, se Deus não te der nada; se permitir que você sofra; se permitir que aqui na vida terrena você seja esbofeteado por um mensageiro de Satanás, como o foi São Paulo (2 Cor 12-07)... Ainda assim você poderá ter tudo, pela fé e pela graça. Pois a Graça Dele te basta, e o maior livramento ele já te deu: a possibilidade de salvar-se. E esta salvação não vem senão por Cristo. 

Nesse sentido, Jesus nos informa que se não estivermos dispostos a carregar também uma cruz (Mc 8, 34-36) não poderemos segui-lo. Assim, não há como ser cristão se não se está disposto a sofrer e transformar esse sofrimento em conversão sua e daqueles com os quais convive. Por vezes, o sofrimento liberta e o gozo aprisiona. Pois é no gozo e nas "bençãos materiais" que somos tentados a nos considerar auto-suficientes, ou especiais, quando, em verdade, não somos senão miseráveis que nem respiraríamos se Deus não permitisse. E é neste momento, no qual reconhecemos nossa incapacidade em relação a nossa existência, que Deus mais fortemente pode habitar em nós. Assim diz o santo apóstolo: "Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo." II Coríntios, 12,9

Um cristianismo que não prega a necessidade da cruz não é um cristianismo autêntico, mas pseudocristianismo. Em verdade, somos chamados a fazer como São Paulo, e completar em nosso corpo o que resta das aflições de Cristo, sacrificando-se em favor do Corpo Dele, que é a Igreja (Col 1,24).

Por isso, diante do sofrimento, um verdadeiro cristão não deve fugir ou amedrontar-se . Mas enfrentá-lo, com temor e obediência a Deus, orando como o Senhor orou, no momento de grande agonia que o fez SUAR SANGUE (Lc 22,44): "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; CONTUDO, NÃO SEJA COMO EU QUERO, MAS SIM COMO TU QUERES". (Lc 22,42)

Logo mais às 19 horas, Celebração da Cruz direto da Matriz de São Paulo via facebbok

Hoje, 10 de abril, Dia da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, devido a epidemia de coronavírus que assola o mundo e consequentemente, o Brasil, logo mais às 19  horas, direto  da Matriz de São Paulo, em São Paulo do Potengi, sem público, nosso pároco Padre Ramos presidirá a Celebração da Cruz, que será transmitida ao vivo pelo faceboor da Paróquia de São Paulo Apóstolo.

Teremos outras informações a qualquer momento.

Do ministro Mandetta: "Esse vírus adora aglomeração, adora contato"

Luiz Henrique Mandetta disse nas redes sociais que “vamos pagar o preço” pelo relaxamento da quarentena:
“Estamos em um momento em que nós vamos colher um pouco dos frutos, essa semana, das nossas difíceis reduções de mobilidade social que fizemos nas últimas duas semanas. Hoje, eu vi que o pessoal começou a andar mais. Vamos pagar esse preço ali na frente. Esse vírus adora aglomeração, adora contato, adora que as pessoas achem que ele é inofensivo. E, aí, as cidades podem pegar a transmissão sustentada.”

Do Blog: Afrouxaram o isolamento social
 O ministro da Saúde, principal autoridade da saúde no Brasil, que apesar de inúmeros obstáculos que vem enfrentando, vem desenvolvendo um trabalho sério, competente e transparente  na luta para enfrentar a peste do coronavírus, vem afirmando com veemência,  que o isolamento social (e no mundo todo vem sendo assim),  é o principal meio para evitar o avanço da terrível peste. Mandetta vem pedindo também que só saia de casa por motivo extremamente superior.
Porém, nos últimos dias, boa parte dos brasileiros relaxaram com a quarentena, provocando aglomerações e grandes movimentações, principalmente nas ruas das cidades brasileiras, principalmente nas maiores. Atitude (queira Deus que não) que poderá nos levar a pagar um preço muito alto, inclusive com a vida. Lamentável.
 Em São Paulo do Potengi não é diferente, pois significativa parte da população, também afrouxou o isolamento social.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Cleíton Soares é pre-candidato a vereador em Lagoa de Velhos

A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos
Recebemos de Cleíton Soares, que é pre-candidato a vereador  na cidade de Lagoa de velhos, no pleito vindouro, algumas informações que tratam de assuntos políticos que estão ocorrendo naquela localidade.

O pretendente a uma cadeira na Câmara Municipal lagoense, informou que vinha participando de um grupo político de centro, porém, que fez opção  por fazer parte do grupo que está apoiando a pre-candidatura de Eílson Mafra, a prefeito daquela comunidade pelo Partido Republicano.

Ele explicou também, que tentou organizar uma legenda partidária, sendo que não foi possível, devido a falta de participação feminina, que também desejasse participar da eleição de 2020, já que é exigido a cota mínima de 30%.  Com o fim das coligações proporcionais os pre-candidatos ao Legislativo precisam optar por um ou por outro partido.

"Conversei com meus amigos e familiares, explicando a situação, eles entenderam e me deram total apoio. Por outro lado, pediram para eu não comprar votos e defender projetos, que façam a diferença para melhor, em prol de todos os lagoenses". Disse o pré-candidato.

Cleíton atua como consultor de imóveis , avaliador e perito judicial no mercado imobiliário do RN.

Afinal, Cristo está presente de modo efetivo ou apenas de modo simbólico no pão e vinho consagrados?

Breve Catequese Católica
Por José Ibiapina

Nesta Quinta-Feira Santa, na qual os católicos celebram a presença real de Jesus na Eucaristia, é interessante perguntar: quais os fundamentos dessa fé? Tal pergunta é razoável, uma vez que, embora católicos (romanos ou orientais) e ortodoxos creiam há séculos nisso, há denominações cristãs, surgidas após à Reforma Protestante, que creem que Jesus nos deixou a ceia como ordenança, não como sacramento, sendo uma celebração meramente simbólica.

Primeiramente, é importante salientar, que a fé na presença real de Jesus nas espécies consagradas (pão e vinho), vem desde os Pais da Igreja (os cristãos primitivos). 

É o caso, por exemplo, de Clemente I, que pastoreou a Igreja primitiva de Roma, conviveu com os apóstolos e viveu, aproximadamente, de 35 a 100 D.C., mais de 200 anos antes do Imperador Constantino, para ficar fora de suspeita. Diz Clemente, em carta à Comunidade de Corinto: "Talvez digas: Não vejo aparência de sangue. Mas há o sinal. Aprendeste, portanto, que aquilo que recebes é o Corpo de Cristo. O próprio Cristo testemunho-nos que recebemos seu corpo e sangue. Por acaso, devemos duvidar da fidelidade do seu testemunho?".

Irineu de Lyon, por seu turno, que viveu, aproximadamente, de 130 a 202 D.C., mais de 100 anos antes de Constantino, escreveu: "Nele temos a remissão por seu sangue, e a remissão dos pecados. Por sermos seus membros, somos nutridos por meio da matéria criada, RECONHECENDO COMO SEU PRÓPRIO SANGUE O CÁLICE, tirado da natureza criada com o qual fortifica o nosso sangue; e PROCLAMOU SEU CORPO NO PÃO, de onde fortifica nossos corpos. Os nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia, ressuscitarão no seu tempo. (Santo Irineu de Lyon. Adversus Hereses, Livro V)".

Como estes testemunhos, existem tantos outros de cristãos primitivos. Mas a Bíblia, o que diz?

Primeiramente, é preciso saber que memória é toda capacidade de conservar mentalmente informações e dados sobre pessoas, fatos ou circunstâncias. É um testemunho daquilo que aconteceu no passado e não existe no tempo real (memória póstuma) ou daquilo que aconteceu e continua a acontecer na atualidade (memória em movimento). Por exemplo: memória póstuma ocorre quando lembramos de um ente falecido; memória em movimento ocorre quando comemoramos nosso aniversário, lembramos do nascimento que ocorreu no passado, mas continua a se projetar para o futuro, pois estamos vivos. 

Para memória póstuma, o grego koiné, idioma originário do Novo Testamento, utiliza a palavra mneuma (μνημόσυνον). Jesus utiliza esse termo em Mt 26, 12-13: “Derramando esse perfume em meu Corpo ela fez em vista da minha sepultura. Em verdade eu vos digo: Em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, SERÁ CONTADO EM SUA MEMÓRIA O QUE ELA FEZ.” Em grego: “ἀμὴν λέγω ὑμῖν, ὅπου ἐὰν κηρυχθῇ τὸ εὐαγγέλιον τοῦτο ἐν ὅλῳ τῶ κόσμῳ,λαληθήσεται καὶ ὃ ἐποίησεν αὕτη εἰς μνημόσυνον αὐτῆς”.

Já para a memória em movimento, o grego koiné utiliza anamnésis (ἀνάμνησιν), que implica memorar uma realidade atual daquilo que é real, acessível e palpável, cuja existência independente de sua própria memória. No episódio da ceia Jesus não utiliza mneuma (memória póstuma), mas sim anamnésis (memória em movimento). Consta em São Lucas 22.19 : “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ISTO É O MEU CORPO, que é dado por vós; fazei isto em MEMÓRIA DE MIM." Em grego: "“καὶ λαβὼν ἄρτον εὐχαριστήσας ἔκλασεν καὶ ἔδωκεν αὐτοῖς λέγων, τοῦτό ἐστιν τὸσῶμά μου τὸ ὑπὲρ ὑμῶν διδόμενον· τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν". Ao utilizar anamnésis, o evangelista quer deixar claro que a Santa Ceia não é um fato encerrado, em relação ao qual memoramos apenas simbolicamente, mas sim um fato contínuo, que se projeta no futuro e se renova, quando sacerdotes consagram o pão e o vinho. Tal compreensão revela o cumprimento da profecia contida em Êxodo 29.42: "Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR, onde vos encontrarei, para falar contigo ali".

Essa realidade é confirmada pelas falas do próprio Jesus, no capítulo 6 do Evangelho segundo João. A palavra phago (que significa “comer” ou “consumir”) é usada nove vezes no texto original em grego de João 6:23-53, quando Jesus refere-se a Si mesmo como "Pão da Vida" que deveria ser comido. Contudo, após os judeus terem expresso a sua descrença na ideia de que Jesus queria dizer tal coisa, lemos (em João 6:54) que Jesus passou a usar uma palavra ainda mais forte, trogo, que significa mastigar, comer em um sentido literal, utilizada também em Mateus 24:38 e em João 13:18. Consta em João 6, 54-56: “Todo aquele que comer [trogo] a minha carne e beber o meu sangue tem vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida. Aquele que come [trogo] a minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e Eu nele.”

Ao utilizar a palavra trogo, o evangelista quer deixar claro que Jesus fala de comer literalmente, assim como na última ceia disse literalmente "Isto é Meu Corpo", em vez de "Isto simboliza meu corpo". Prova disso é que, muitos discípulos não quiseram aceitar as palavras de Jesus, pois eram muito fortes: "Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? (...) Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele."  (João 6:60-61, 66). Ora, sempre que Jesus falava por metáforas, posteriormente, esclarecia aos discípulos o que significava a linguagem figurada. Em João 6, Jesus não presta tais esclarecimentos, mesmo que os discípulos o abandonem, pois não havia o que esclarecer: Ele falava literalmente.

Confirmando tal ensinamento, é que São Paulo esclarece que ofensa contra o pão e o vinho da ceia é ofensa contra o corpo e o sangue de Jesus, e não a uma memória passada: “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será CULPADO DO CORPO E DO SANGUE do Senhor.” (I Corintios 11, 27). Ora, para ser réu contra o Corpo e o Sangue, há de haver Corpo e Sangue como realidades num memorial presencial, e não como lembrança em memorial póstumo de um fato já cessado no tempo.

Ademais, comunhão é ato físico entre duas realidades concretas, e não entre duas manifestações intelectuais ou psíquicas. Não podemos comungar com o inexistente, o qual não está no meio de nós. Por isso, quando São Paulo fala da Comunhão do Corpo e Sangue de Cristo, quer dizer que Jesus se faz efetivamente presente na Eucaristia: "O cálice de bênção, que benzemos, não é a COMUNHÃO (ἀνάμνησις) DO SANGUE DE CRISTO? E o pão, que partimos, não é a COMUNHÃO (ἀνάμνησις) DO CORPO DE CRISTO"? (I Coríntios 10, 16). 

Por fim, também corroborando nossa argumentação, Jesus é tratado pelos apóstolos como o Cordeiro Pascal da Nova Aliança ou o Cordeiro de Deus (1 Coríntios 5,7 e 1 Jo 1, 29). Ora, na antiga aliança, o cordeiro pascal, figura simbólica que antecipou a vinda de Cristo, era comido pelo povo de Deus, após aspergirem suas casas com o sangue dele (Êxodo 12). Sendo Jesus a nossa páscoa, como disse São Paulo do 1 Coríntios 5,7, nós temos que comê-lo, o que fazemos por meio da Santa Eucaristia, onde Seu corpo torna-se verdadeiramente comida, e seu sangue, verdadeiramente bebida (Jo 6, 54-56).

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