quarta-feira, 6 de maio de 2020

Uma imagem, três contradições: O blog analisa a utilização das bandeiras dos EUA e de Israel no ato antidemocrático do dia 03

Bolsonaro acena para manifestantes a favor de seu governo em Brasília com as bandeiras de Israel e EUA ao fundo.
Um imagem que circulou nas redes sociais no último domingo, 03, chamou-me atenção pelas contradições que carrega. Consegui ver pelo menos 03 (três). Discorreremos abaixo. 

- 1ª CONTRADIÇÃO
A primeira contradição reside no fato de que haviam no ato em apoio para Bolsonaro, erguidas pela equipe do Presidente, duas bandeiras além da do Brasil: uma dos Estados Unidos e uma de Israel. A presença de um chefe de Estado perante bandeiras estrangeiras, erguidas por sua equipe, é relativamente comum num evento diplomático, bilateral. Por exemplo, no encontro entre o ditador da Coréia do Norte e o Presidente dos Estados Unidos, haviam bandeiras dos dois países. O que não é comum é a equipe de um chefe de Estado erguer bandeiras de nações estrangeiras num ato unilateral, ainda por cima extraoficial e com caráter antidemocráticos. Tal atitude, por exemplo, seria impensável tanto nos EUA quanto em Israel e serve apenas para demonstrar, mais uma vez, que Bolsonaro guarda uma espécie de "subordinação ideológica" em relação aos dois países.

- 2ª CONTRADIÇÃO
A segunda Contradição reside em um Chefe de Estado, em plena pandemia, não só comparecer, como apoiar, uma nítida aglomeração de pessoas, sem os devidos cuidados para evitar o contágio pelo Covid-10. Chegou-se ao absurdo, como atesta a imagem, de se colocar uma criança sem máscara e sem higienização no colo do presidente. Mas uma vez, esta é uma atitude impensável para os chefes de Estado e Governo dos Estados Unidos e de Israel, que não colocariam em risco a vida da população e da sua equipe, ainda que formada por apoiadores fiéis.

- 3ª CONTRADIÇÃO E MAIOR CONTRADIÇÃO
Essa, para mim, parece ser a maior contradição da imagem. Um presidente da república, eleto democraticamente, chega para apoiar uma manifestação nitidamente antidemocrática, já que defende pautas como fechamento do congresso e do STF. Mais uma vez, e já é a terceira vez, algo impensável tanto para os Estados Unidos quanto para Israel. Os americanos, embora tenham defendido ditaduras para outros países, no seu território interno sempre tiveram uma democracia forte, bastando dizer que nunca viveram uma ditadura e que, desde a sua independência no século XVIII, teve apenas UMA CONSTITUIÇÃO, enquanto o Brasil SETE CONSTITUIÇÕES. Em Israel, a defesa de um regime autoritário também não seria aceita. O povo do qual eles descendem sofrem com ditaduras há milênios, passando pelos babilônicos, selêucidas e nazistas. Sabem o preço da democracia e das liberdades. Tanto que a Confederação Judaica do Brasil emitiu nota de repúdio pela utilização da Bandeira de Israel naquela manifestação antidemocrática. 

Imperceptível para a maioria dos apoiadores do presidente, a imagem acima traz, pelo menos, três grandes contradições.

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