quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Liturgia: Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria

Texto retirado da Página Papista, no Facebook

Leituras: 

- Nm 6,22-27
- Salmo 67(66)
- Gl 4,4-7
- Lc 2,16-21

 A Mãe que preserva o nome de Deus no coração

 Na Liturgia de hoje, nós vemos o exemplo da Mãe de Deus a toda a Igreja: manter o nome do Senhor vivo em nossos corações e invocá-lo para a santificação da Igreja. 

 Na primeira leitura, vemos a bênção de Deus que seria invocada perpetuamente por Seus filhos, a "Bênção Aarônica" (a ser transmitida por Aarão e todo sacerdote daí em diante). De fato, há uma ordem que seria prontamente recebida e interpretada pela Igreja: "invocarão o meu nome". 

 Nomes eram mais do que apenas uma forma de chamar alguém. Eles escondiam um profundo significado na relação com o Senhor, como um reflexo do próprio Nome do Senhor, que não era pronunciado. Mas logo seria no Verbo! 

 Cantamos no Salmo a bênção definitiva que o Senhor nos deu, pois nenhuma Graça foi maior do que a Encarnação do Verbo para se sacrificar por nós. Ele julga com justiça e nos chama a voltar as nossas vidas aos seus caminhos. A canção que cantamos é um salmo para as nações. É preciso que a vinda do Senhor encontre em nós a Sua morada, mas que sejamos instrumento para que todas as nações também se voltem a Ele.

 A segunda leitura nos traz o mistério revelado apenas no cristianismo, aquilo que faz toda a diferença: não somos mais escravos ou apenas servos, mas filhos de Deus e co-herdeiros do Senhor em Cristo. Tal fato é de absoluta importância, pois não mais desconhecemos a razão da misericórdia de Deus e apelamos como escravos medrosos. Nosso único medo é perder o amor paterno do Deus que nos ama como filhos. Tudo isso começa com o nascimento através da Mulher (Gn 3,15). 

 No Evangelho de hoje, vemos a Santíssima Virgem Maria 'meditando' tudo em seu coração. Seu 'sim' começou tudo isso e os efeitos já podiam ser observados. Mas o que ela 'meditava'? 

 Em Grego, a expressão é 'sumbállo' (συμβάλλω), que quer dizer também 'juntar tudo', ou até mesmo 'se unir em ataque'. A Igreja primitiva sabia perfeitamente que a 'meditação' cristã não é esvaziar a mente como quem perde seus propósitos, mas esvaziar seu coração para que Deus o ocupe (kenosis); refletir perante o que é divino (como Maria assistindo aos efeitos da Encarnação do Verbo); e agir! Agir na preservação da fé, na missão de espalhar a Boa Nova e de manter tudo isso nos corações de todos. 

 Quando chega a hora, o Senhor é circuncidado conforme a lei que Ele depois elevaria no Batismo. Mais importante: Ele recebe um NOME! Como vimos antes, um nome não é qualquer coisa. Desse momento em diante, dizemos o nome de Deus todos os dias: é Jesus Cristo; e frente a esse nome todo joelho se dobrará no céu, na terra e no inferno (Fl 2,10). Tal reflexão é de suma importância e absolutamente revolucionária, pois tal honraria é dada apenas a Deus. 

 Através de Maria, o Senhor veio. Ele recebeu um nome a ser honrado para sempre. E nos deu uma Mãe que a tudo 'medita' em seu imaculado coração para nos ajudar a agir. 

 Santa Mãe de Deus, que jamais deixa de interceder também por nós, seus filhos, rogai por nós.

 Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria, 

 um Papista

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