quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Liturgia Diária: Voando alto nas asas de Deus

Texto retirado da página Papista, no Facebook

Reflexão sobre a Liturgia: quarta-feira da segunda semana do Advento - Ano A

Is 40,25-31
Salmo 103(102)
Mt 11,28-30

A Liturgia de hoje, cheia de símbolos e esperança, nos ensina que em Cristo teremos repouso eterno.

A primeira leitura é a parte final do mesmo capítulo lido na Liturgia de ontem. Através de Seu profeta, o Senhor ensina que não há nada na terra comparável a Ele. Por mais que tentemos, não há nada criado que seja como o Criador. Porém, devemos levantar os olhos para a criação para perceber a assinatura de Deus, a Sua presença magnânima e ter esperança, pois Ele jamais nos abandona, nós que somos a jóia da Sua criação. 

O profeta utiliza a mesma linguagem sobre a 'águia' do Salmo. Muitos autores acreditam que isso vem de um provérbio sobre as águias rejuvenescerem ao voar. É uma linda imagem sobre a fé na Glória de Deus. Se esquecermos nosso orgulho, tanto pelos nossos supostos méritos, ou quando não aceitamos que o Senhor está acima da Sua criação, aí nos entregaremos como passageiros nas asas do Espírito Santo. 

É o que cantamos no Salmo, uma Ação de Graças de Davi. O Senhor nos salva da sepultura, diz o rei Davi. Essa é outra frase cheia de simbolismo e significado. A expressão original é 'shachath' (שׁחת), que é por vezes traduzido como 'destruição' por causa da tradução Grega que opta por 'fthorá' (φθορά), interpretando como o Senhor salva da corrupção física ou moral, ou da destruição. Porém, o ideal é realmente da 'sepultura' ou 'abismo', que não ignora o sentido de corrupção ou destruição, mas abre outras possibilidades. 

Como vemos, há várias maneiras de se interpretar esse verso. O Senhor nos salvou exatamente depois de ser sepultado, descer à mansão dos mortos, e ressuscitar ao terceiro dia. Também é por esse ato que Ele nos salva da sepultura. Ainda podemos especular que se refira ao Senhor que nos salva até mesmo do Purgatório. A misericórdia do Ressuscitado nos alcança onde estivermos se não virarmos as costas para Ele. 

O Evangelho de hoje nos resume essa questão com simplicidade. Tentar entender ou viver perfeitamente é louvável, mas impossível. Temos que tentar, mas não será pelo nosso esforço que seremos salvos, mas pela misericórdia de Deus. Quem tentou, caiu no legalismo ou no universalismo cego. 

O 'fardo' não é apenas o conjunto das leis menores abolidas na Nova Aliança, mas o esforço inútil para vivê-las. Esforço que termina se fantasiando de legalismo ou universalismo para encontrar uma (falsa) solução. A Lei do Amor dada pelo Senhor nos retira do abismo da corrupção moral a que o fardo inútil nos conduz.

É no Senhor e em Sua Boa Nova que depositamos nossa fé. Imperfeitos como somos, uma vez largando o peso de uma salvação inalcançável pelos nossos esforços, viveremos a esperança de rejuvenescer novamente nas asas do Espírito Santo.

Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,

um Papista

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