segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Liturgia Diária: O banquete dos miseráveis

Texto retirado da página Papista, no Facebook

Reflexão sobre a Liturgia: segunda-feira da trigésima primeira semana do Tempo Comum - Ano C

Rm 11,29-36
Salmo 69(68)
Lc 14,12-14

A Liturgia de hoje nos fala sobre a misericórdia de Deus e da pobreza evangélica.

Jesus propõe algo que ouvimos, achamos lindo, mas não fazemos. Após contar parábolas e ensinar ao líder dos fariseus que o convidou para um banquete, o Senhor arremata com essa "bomba" de difícil compreensão: quando dermos uma festa, um jantar em honra de alguém, não convide amigos ou parentes, pessoas ricas ou mesmo irmãos, mas convide os pobres, os cegos e os coxos. 

Na época, um convite como esse era também uma nova obrigação, a de pagar isso de volta com um convite similar. Esse é um gesto comum até hoje, se não por status, por educação. Porém, entre os ricos da época (e ainda hoje), isso constituia uma obrigação real. Não cumpri-la seria uma terrível humilhação. 

Aqueles que tão frequentemente caem para as margens da sociedade, os pobres, os cegos e os aleijados, especialmente na época de Cristo, não tinham como cumprir uma obrigação que era mera etiqueta social. Por outro lado, era (e ainda é) normal observar que essas pessoas viviam uma relação mais íntima com Deus. 

Essa relação foi o que Jesus chamou de "pobres de espírito" no Seu Sermão da Montanha. Essas pessoas, os 'anawin' (ענוים) tão descritos pela Bíblia, os pobre de espírito, os miseráveis que se aproximam de Deus, eram também o exemplo das pessoas a quem o Senhor veio proclamar a Boa Nova (Is 61,1-2; Lc 4,17-21). 

A verdadeira riqueza, ensina São Paulo na primeira leitura, é conhecer o Senhor e com Ele viver. Somos todos miseráveis precisando da misericórdia de Deus. Para muito além do discurso político - discurso esse em que o 'anawin', esse irmão em necessidadade, existe apenas para ser usado -, o Católico deve viver pela fé que o Senhor proverá.

Esse é o apelo que fazemos no Salmo, quando nos admitimos sofredores. Sofrimento esse causado pela nossa própria cegueira espiritual, que nos aleija e empobrece nossa relação com Deus. O Senhor, diz o Salmo, viria para dar abrigo aos que a Ele buscam, independente de nosso status no mundo. 

Convidar os que não podem nos dar nada em troca é o caminho para a salvação. Somos todos miseráveis dependentes da misericórdia de Deus. Esse banquete é o casamento do Cordeiro com a Igreja Católica. Nós somos os convidados: miseráveis que não têm como retribuir a bênção recebida. 

Felizes os convidados para o Banquete do Cordeiro!

Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,

um Papista

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