domingo, 11 de agosto de 2019

O orgulho de um filho

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Por Silvério Filho

“Entre o neto que foste e o avô que serás, que pai terás sido”, já dizia José Saramago ao exaltar a importância da paternidade. É o pai, juntamente com a mãe, que apresenta o mundo ao filho. São eles que, no início da vida, são os olhos do filho, são a sua compreensão do horizonte, visto que a criança ainda não pode fazê-lo por si. É a partir dessa visão dada pelos pais que começa a construção do caráter daquele ser que deles é oriundo. A maneira como é desenvolvida essa relação é, assim, de suma importância no progredir da construção familiar.

Eu, particularmente, agradeço todos os dias os pais que Deus me deu, a ponto de parafrasear o Gonzagão, ao dizer: “Se eu nascesse de novo e pudesse escolher, outra vida eu não queria ter”. Um dos motivos para essa minha gratidão é justamente os olhos que meus pais me deram desde pequeno. A compreensão da vida que, paulatinamente, eles me ajudaram a ter.

Não prescindindo da importância da minha mãe (que amo tanto) na minha vida, venho hoje restringir um pouco mais minha mensagem ao senhor Silvério Alves, editor deste Blog e meu pai.

Desde a época de criança, meu pai, com suas atitudes e considerações, foi moldando minha personalidade, sempre a partir de uma perspectiva humana e cristã. Desde novo me ensinou a chamar os mais velhos de senhor(a), pedir a benção todos os dias ao acordar e ao dormir e a tratar as pessoas bem. Para essa última consideração, ele sempre utilizava uma máxima atribuída ao meu tio-bisavô Manoel Raimundo: “Tratar bem não traz prejuízo”. De fato, não traz.

Pensando bem, diversas foram as citações ditas por ele no meu processo de educação. Na lista estavam, dentre outros: Jesus, Drummond, Fernando Pessoa, meu avô Pedro, meu bisavô Cirilo etc. Mas talvez o mais citado tenha sido o eminente Monsenhor Expedito. Tantas foram as vezes que ele recorreu ao Monsenhor, que mesmo sem ter convivido com este diretamente, me sinto um dos seus aprendizes.

Outro fato interessante é que meu pai nunca precisou bater em mim para que eu o obedecesse. Salvo uma ocasião, que levei uma palmada, mas a bem da verdade eu mereci (rsrs). Mesmo sem a utilização da coerção física, há um campo em torno da nossa relação que eu não vejo como posso ultrapassar: o do respeito.

Respeito hoje ainda mais retificado pelo fato de eu entender o quão importante foi o incentivo que ele me deu desde novo à leitura. Costumava dizer: “Não tenho dinheiro e provavelmente morrerei sem tê-lo, mas deixarei para você a educação”. Tanto foi a insistência que eu tomei gosto pela coisa e hoje estudo por prazer. Vale dizer, hoje eu é que o incentivo a continuar o processo de leitura e aprendizado (inclusive com citações, rsrs).

Eu poderia me estender aqui eternamente, mas já enfadei demais os nossos leitores. Para terminar, queria dizer que o que eu sou e o que eu virei a ser terá contribuição essencial do meu velho e toda a sua gama de ensinamentos, de modo que, quando tiver um filho, estarei satisfeito em ser para ele metade do que o velho Silvério é para mim. De fato, tenho muito orgulho do meu pai. Parabéns!

Do blog:  A todos os pais do meu Brasil, especialmente aos que honraram (pois já estão na Casa do Pai) e aos que honram a missão que Deus lhes confiou de ser pai, a homenagem do blog.

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