sábado, 13 de julho de 2019

“Seria como um adolescente pilotando um Boeing”

BRASÍLIA – A possível escolha do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a Embaixada do Brasil em Washington vai encontrar resistências no Senado, responsável por dar aval para a indicação presidencial. Integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, que aprova os candidatos a embaixador, ficaram contrariados com a possibilidade e prometem dificultar a nomeação, um processo que costuma ser ameno e sem maiores rusgas.

A tradição estabelece que os pretendentes aos postos de embaixador percorram os gabinetes dos titulares da comissão, entreguem currículos e abordem planos futuros, antes mesmo de cumprirem as exigências legais de sabatinas no colegiado e no plenário da Casa. O fato de receber uma eventual indicação do próprio pai e não ter carreira no Itamaraty — antes de ser deputado, Eduardo passou em um concurso para escrivão da Polícia Federal — são citados por senadores como barreiras. Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores, o senador Marcos do Val (Cidadania-ES) afirma que o deputado não reúne as condições para o cargo.

— Estou muito preocupado e não vou votar favorável (à indicação). Sou contra. Temos que botar profissionais. Recebo diplomatas toda semana e vejo o nível e tempo de trabalho em vários países. E vai ser dentro desse critério que vou continuar querendo indicação de diplomatas. Não alguém caindo de paraquedas. Para mim, é um adolescente pilotando um Boeing — criticou o senador.

Para Marcos do Val, a própria defesa que o deputado faz do governo de Donald Trump – citada por Eduardo Bolsonaro com um trunfo para ocupar o posto – pode se tornar problemática, já que haverá eleição presidencial nos Estados Unidos no ano que vem.

– Acho que o presidente não foi feliz nessa possível decisão. A Embaixada em Washington não lida só com os Estados Unidos, lida com o mundo inteiro. Estamos nos aproximando da eleição. Caso ganhe o Partido Democrata, como vai ser essa relação? Embaixador tem que ser apartidário e não pode ser filho do presidente. Ele estará representando só uma parte, mas tem que representar toda a sociedade brasileira – acrescentou o senador.

O GLOBO

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