quinta-feira, 20 de junho de 2019

Corpus Christi: a Eucaristia faz a Igreja

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Padre José Freitas Campos, pároco de São Sebastião, Alecrim, Natal

Na festa de Corpus Christi, a Igreja celebra a presença de Jesus Cristo "Pão da vida eterna" a partir da Ceia Pascal. Esta festa dá o sentido fundamental da celebração a todas as práticas seguidas pela Igreja no decorrer do Ano Litúrgico; a Eucaristia como transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Cristo.

Numa procissão solene, conduzimos pelas ruas o pão transformado em Corpo do Senhor. E se o ostensório traz ao mundo o Corpo de Cristo, este mundo onde trabalhamos, lutamos e vivemos, é transformado. O pão transubstanciado mostra que o mundo inteiro se transforma, que Deus pode e quer estar em toda parte, que tudo o que existe pode ser um símbolo, um sinal da presença de Deus na vida. 

Nosso mundo não permanece sem Deus, nem longe de Deus. Tudo vem por intermédio  Dele: o pão, o vinho, o caminho, as flores, , a chuva, o sol, a lua, a luz. Através do Verbo feito carne, tudo toma forma de uma metáfora da salvação.

Quando percorremos as ruas do mundo levando o ostensório com a  Hóstia consagrada, emana daí o fulgor que irradia toda a criação. Podemos sentir que Deus ao nascer da carne, tocou diretamente a criação inteira e que seu toque a transformou. Esta solenidade nasceu do desejo de se contemplar os seres como resultado da certeza da Verdade que é Cristo. Recorda tempos remotos! Em 1209, uma religiosa da ordem agostiniana, Juliana de Liége teria tido uma visão do disco lunar dentro do qual haveria uma parte negra.

A visão foi interpretada como a ausência de uma Festa eucarística no ciclo anual das festas litúrgicas. Por insistência dessa religiosa e do bispo Roberto de Liége, seu diretor espiritual, foi introduzida essa festa especial do Santíssimo Sacramento na sua diocese.

Os textos da missa do dia, principalmente as orações do presidente da Celebração, revelam a autoria do teólogo São Tomás de Aquino. Ele focaliza a Eucaristia sob tríplice aspecto: do ponto de vista do passado, é memorial da paixão de Cristo como verdadeiro sacrifício; do ponto de vista do presente, é sacramento da unidade de Cristo com a humanidade; do ponto de vista do futuro é sinal prefigurativo do "gozo da divindade". 

Em suma, celebrar "Corpus Christi" hoje é celebrar a Eucaristia como ponto de partida e de chegada de uma Igreja em saída, testemunhando sua fé e decisão de lutar por um mundo mais justo, mais humano, mais fraterno e verdadeiro.

Artigo publicado na Revista a Ordem, edição de junho de 2019

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