domingo, 17 de janeiro de 2016

De Monsenhor Expedito: "Doente de querer bem"


Monsenhor Expedito na festa dos seus 50 anos de padre, com Dom Hélder Câmara  
Chego assim, meus irmãos, à última etapa do meu longo caminhar com vocês. Parodiando Santo Agostinho, posso dizer: Para vocês, sou ministro da reconciliação: é uma responsabilidade tremenda; com vocês, sou um irmão entre irmãos, é uma segurança.

Hoje, tenho a maior alegria da minha vida nesta festa do reencontro, vendo o povo de Deus, o Corpo místico de Cristo, unido ao pastor, que é um  irmão entre irmãos, ordenado para animar a comunidade, representando Jesus na fé e no amor, agradecer a minha longa travessia.

Como é linda a festa do Povo consciente, que não louva pessoas no culto da personalidade, tão ao gosto do mundo, mas louvando a Deus, pede perdão dos desencontros, se reconcilia e se reencontra com os irmãos, como hoje, nesta festa bonita que prefigura nosso encontro definitivo na casa do Pai.
Jesus Cristo  o único sacerdote do Novo Testamento, é quem agradece tudo o que vocês fizeram para esta celebração. Não vou nomear ninguém, para não omitir ninguém.

No último quartel da vida, com 73 anos, doente do coração de tanto bem que quero a vocês, creiam que me sinto com o mesmo ânimo de sempre: brincalhão, rindo, enxugando lágrimas e confortando abatidos, solidário com os humildes,sem excluir ninguém, enfim, reconciliando os homens entre si e com Deus, por Jesus Cristo. Esta é minha missão.

Como acho linda esta festa que comprova isso! Peço perdão aos que se sentiram ofendidos nas encontroadas da caminhada: é normal cair e levantar-se. Quando Deus me chamar,  partirei mais maneiro do que quando aqui cheguei; irei "escoteiro", como dizem os tropeiros, sem nenhuma preocupação material.

A Jesus sejam dadas toda honra e toda a glória. Amém.

Do blog. Parte final do discurso  de Monsenhor Expedito, proferido no patamar da Matriz de São Paulo, no dia 19 de novembro de 1989, por ocasião da celebração dos seus 50 anos de sacerdote, diante de uma multidão de paroquianos que lotou a praça que hoje leva seu nome. Discurso que se transformou no livro "Pelos Caminhos do Potengi".

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