terça-feira, 12 de janeiro de 2016

90% dos reservatórios do RN só 'aguentam' até junho

O açude Itans, em Caicó, está na iminência de secar completamente. O volume de água do reservatório está em 1,30 % da capacidade
A estiagem que atinge o Rio Grande do Norte, pelo quinto ano consecutivo, pode ganhar contornos mais severos em 2016. Caso a quadra chuvosa se mantenha seca, até junho deste ano, 90% dos reservatórios do Estado podem entrar em colapso ou atingir o volume morto (10 % da capacidade). É o que constata o diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN), Josivan Cardoso. A previsão meteorológica da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), para os primeiro semestre do ano confirma a preocupação com os níveis dos mananciais hídricos. 

Atualmente, dos 47 reservatórios de água,  acima de cinco milhões de metros cúbicos no RN, 28%  estão em volume morto - não mede mais do que 10% do seu total – e outros 30% estão secos. A maioria das fontes hídricas está localizada nas regiões do Alto Oeste e Seridó. Até janeiro deste ano, reservatórios que estão em volume morto estão localizados nos municípios de José da Penha, Marcelino Vieira, Severiano Melo, Campo Grande, Afonso Bezerra, São José do Seridó, Cruzeta, Acari, São João do Sabugi, Ouro Branco, Santa Cruz e Tangará.

Até junho deste ano, o número de reservatórios em situação crítica deve aumentar mais 30%.  Segundo relatório de monitoramento volumétrico recente do IGARN, o reservatório de “Tourão”, em Patu, está com 1,35 % do volume total, 7,9 milhões de metros cúbicos, caso não chova de maneira satisfatória, em março o açude secará. Outro reservatório que está na iminência de seu volume, é o “Redentor”, em Umarizal, que está com 10,3% da capacidade, 21,4 milhões de metros cúbicos, e suporta até fevereiro. Assim com o  “Beldroega”, em Paraú,  com 17,95% de sua capacidade máxima (8.057.520 m³). 

O açude Itans, em Caicó, na região Seridó, preocupa as autoridades. Em setembro do ano passado, o depósito hídrico atingiu o seu volume morto, com 4,98% de água da sua capacidade,  81,7 milhões de metros cúbicos. Na última medição feita pelo IGARN, em 07 de janeiro, o açude estava na iminência de secar completamente, quando atingiu 1,30 % de água. A perspectiva é que até o final de janeiro, o açude entre em colapso. 
Outro açude que deve secar ainda este mês é o “Caldeirão”, em Parelhas. Atualmente, o volume é 0,07% dos dos 9 milhões de metros cúbicos. Em março deste ano, os reservatórios de “Japi II”, em São José do Campestre e  e “Campo Grande”, em São Paulo do Potengi, eles estão respectivamente com 4,20% e 8,72% de seus volumes. 

Tribuna do Norte

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